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About Last Night

She used words to say nothing at all and silence to explain everything.

About Last Night

She used words to say nothing at all and silence to explain everything.

words | 29

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Dei por mim a tomar a decisão baseada puramente na remota possibilidade de que os teus planos passassem por aparecer por lá, sabendo já à partida que quando queremos muito uma coisa mais depressa as galinhas ganham dentes. Não me sinto orgulhosa, é só parvo programar a minha vida em função de ti. Mas cedi às minhas mais primitivas emoções, e assim me encontrei sentada estrategicamente para que fosse impossível que não me visses. Estava frio, mas apenas o suficiente para merecer um comentário por parte de quem ia chegando e, ainda assim, nos permitir permanecer onde a vista era, sem dúvida, a melhor. Alguns beberam cerveja, outros ficaram-se pelo café e a àgua gaseificada. Muitos quase acabaram com um maço de cigarros inteiro naquela noite. Entre as piadas de quem não consegue evitar a constante boa disposição, a companhia e a conversa estavam, como era habitual, óptimas e eu esforcei-me verdadeiramente para nunca perder o fio à meada... mas os meus olhos não encontravam descanso se não na direcção de onde eu esperava ver-te chegar a qualquer momento. Que estupidez, que parva me sentia... mas quanto mais tentava impedir-me de perpetuar aquela figura ansiosa quase a roçar o desespero, bem... sabes. Houve quem notasse alguma coisa, mas acho que me safei com sucesso e por alguns minutos consegui disfarçar quase na perfeição. Quase. O ponteiro dos minutos teve tempo de dar pelo menos três voltas ao relógio, assim como o meu estômago que decidiu manifestar-se ao mesmo ritmo. Será que vinhas até à minha mesa para me falar? E eu, levantava-me para te dar dois beijinhos ou permanecia sentada? Apresentava-te ao resto das pessoas? Será que me perguntavas se eu queria beber alguma coisa (mesmo eu já estando a beber, mas é assim que acontece nos filmes...). Ou será que apenas me dizias olá de longe? Com um sorriso e talvez um aceno de mão. Então e se nem sequer me cumprimentasses? Devia cumprintar-te eu primeiro ou esperar pela tua reacção? Será que... Naquela altura tinha oficialmente perdido a capacidade de assimilar o que quer que fosse que me tentassem dizer. Começaram a ir embora, cada um na sua vez. Restámos duas. Olhei ao relógio pela última vez. Do que é que eu estava à espera? Arco-íris e unicórnios? Pois... Uma estupidez, uma noite inteira perdida, horas de incerteza e esperança... de ti. Levantei-me para ir pagar a conta ao balcão, a minha cabeça começava a doer de cansaço e sono. Saímos e dirigimos-nos para o carro. Entrámos, ela ligou o motor e arrancámos. Tínhamos obrigatoriamente que voltar para trás, passámos à porta e... lá estavas tu. Pronto para entrar. A camisa vermelha e preta ao xadrez, a ganga gasta das calças e os ténis All-star. Os olhos verdes. A barba por fazer. Paraste. Viste-me. Olhaste-me... Aquele segundo demorou uma eternidade mas não deu tempo para reagir. Seguimos sem que, durante todo o caminho, ela se apercebesse do efeito que apenas ver-te tem em mim... Os teus lábios. Era um sorriso?

words | 28

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"Could this be love?" you once asked me. I din't know what to answer so I looked down, because I couldn't face your look... I held your hand and we kept dancing until our feet hurt. Now, after all those years passed, seeing how different our lives turned out and how much we grew apart, I wish I just could say to you "if this isn't love, I don't know what it is".